Quatro em cada 10 idosos já sofreram queda – Vida & Ação

No Dia Mundial de Prevenção de Quedas, dados revelam que risco é maior entre sedentários.
Fisioterapeutas explicam medidas para prevenção de quedas de idosos
Idoso: como prevenir as quedas

Todos sabemos – ou devíamos saber – que nossos hábitos de hoje vão influenciar diretamente em nosso envelhecimento. Pesquisa da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia mostra que só 30% do envelhecimento têm a ver com a genética – os outros 70%, pasmem, estão relacionados com os nossos hábitos. Ainda segundo o levantamento, o envelhecimento começa aos 28 anos e o corpo se desgasta por dois motivos: um deles é a limitação biológica e genética, o outro são os fatores externos, como estresse, álcool, tabaco e sol.

A fisioterapeuta Thaís Godoy explica que, além de hábitos relacionados à alimentação, há os comportamentais ligados ao estilo de vida. “O envelhecimento sem um bom nível de atividade física pode gerar uma redução de força, perda de mobilidade articular e sensoriais, que prejudicam a capacidade coordenativa. E essa diminuição irá interferir diretamente no equilíbrio e aumentar o risco de quedas”, ressalta.

Um dos principais fatores de risco para as quedas, muito comuns na terceira idade, é o sedentarismo, que naturalmente acelera o processo de envelhecimento, contribuindo para as quedas. “Se levarmos em consideração que o processo de envelhecimento é composto por 70%  dos hábitos de vida, os exercícios irão influenciar diretamente na qualidade de vida dos idosos. O ideal é optar por exercícios que consigam unir o ganho de força muscular e o treino de equilíbrio”, completa a especialista.

Segundo a definição, queda é “um evento não intencional que tem como resultado a mudança de posição do indivíduo para um nível mais baixo em relação a posição inicial, associado ou não a consequências”. Estes eventos, em idosos, se tornam mais frequentes e potencialmente perigosos com o passar do tempo. Neste Dia Mundial de Prevenção de Quedas (24 de junho), mostramos algumas estatísticas:

  • Aproximadamente 90% das quedas comprometem pessoas acima de 65 anos
  • Cerca de 40% das pessoas de 65 anos ou mais tiveram um episódio de queda no último ano
  • Em indivíduos com 80 anos ou mais, esse número sobe para 50%
  • Aproximadamente 1% das quedas tem como consequência a fratura de fêmur, sendo que 90% destas fraturas são resultado das quedas
  • As fraturas causam um período médio de internação de 15 dias, além de longa reabilitação
  • O idoso acamado perde 1,5% força muscular por dia, podendo chegar a 10% por semana.

Perda de visão e sedentarismo contribuem

Luciana Mastandrea, coordenadora da Fisioterapia do Instituto Biodelta e especialista na prevenção de quedas de idosos, explica que muitos destes acidentes ocorrem por alterações fisiológicas, como a diminuição da visão e da audição, distúrbios músculos-esqueléticos – como a fraqueza muscular e degenerações articulares -, alterações na postura, no equilíbrio e locomoção, além de algumas deformidades nos pés.

Leia a reportagem completa em: https://www.vidaeacao.com.br/quatro-em-cada-10-idosos-ja-sofreram-queda/

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