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O Treinamento Resistido e o Treinamento de Agilidade Reduzem o Risco de Quedas em Mulheres com idade entre 75 e 85 anos, com baixa massa óssea: um trabalho experimental controlado e randomizado de 6 meses.

Teresa Liu-Ambrose, PhD, PT; Karim M. Khan, MD, PhD; Janice J. Eng, PhD, PT/OT; Patti A. Janssen, PhD; Stephen R. Lord, PhD; Heather A. McKay, PhD
J Am Geriatr Soc. 2004;52(5) 

COMENTÁRIOS – Prof. Dr. José Maria Santarem

         Os autores situam a importância do tema estudado citando que 30% das pessoas acima de 65 anos apresentam quedas pelo menos uma vez por ano e que metade dessas pessoas caem com frequência ainda maior. As quedas e suas lesões são citadas como eventos graves porque levam a imobilizações prolongadas desencadeantes de complicações clínicas que com frequência levam ao óbito. Alterações fisiológicas como diminuição da força muscular, diminuição do equilíbrio e diminuição do tempo de reação são citadas como importantes determinantes de quedas. As fraturas de quadril são citadas como das mais graves consequências de quedas, sendo as pessoas com diminuição de massa óssea, mais predispostas. Sendo a osteoporose mais prevalente em mulheres idosas, estas passam a constituir um grupo de alto risco para as complicações das quedas.

O presente estudo foi realizado com 98 mulheres entre 75 e 85 anos com osteoporose ou osteopenia, avaliadas por densitometria óssea. As participantes foram divididas em três grupos: treinamento com pesos, treinamento de agilidade e alongamentos. O treinamento durou 25 semanas, com duas sessões semanais de 50 minutos.
As avaliações do risco de quedas ocorreram no início, no meio e no final do período de treinamento e consideraram testes de equilíbrio postural, tempo de reação, força muscular, propriocepção e visão.

O treinamento com pesos utilizou pesos livres e máquinas com pistões a ar para os exercícios de agachamento, remada, puxadas altas, flexões e extensões de braço, flexões de joelho, flexões plantares e extensões de glúteos. Após período de adaptação a carga utilizada foi de 75 a 85 % de 1RM, com duas séries de 6 a 8 repetições para a maioria dos exercícios, com aumentos progressivos de pesos sempre que possível.

O treinamento de agilidade consistiu em exercícios repetitivos de coordenação, equilíbrio, atividades psicomotoras, jogos com bola, dança e percursos com obstáculos. Devido ao risco de quedas os participantes utilizaram protetores de quadril e tiveram o auxílio de monitores nas atividades.

O grupo de alongamentos realizou exercícios livres de alongamento, exercícios de respiração profunda, técnicas de relaxamento e de educação postural global. Considerando que não há evidências de que essas atividades possam reduzir quedas, esse grupo foi considerado controle.

Não ocorreram lesões graves ou outros eventos patológicos importantes em nenhum dos grupos avaliados.

O treinamento resistido reduziu o risco de quedas em 57%, o treinamento de agilidade em 48% e o treinamento com alongamentos em 20%. Considerando cálculos de projeção, esses resultados levam a uma redução do risco de quedas em um ano de 80% para cerca de 50%.

A conclusão dos autores é que tanto o treinamento resistido quanto o treinamento de agilidade conseguiram reduzir o risco de quedas em mulheres idosas com perda de massa óssea.

Uma consideração nossa é que os exercícios resistidos possuem efeitos terapêuticos e profiláticos para doenças crônicas que não foram documentados em exercícios de agilidade, o que os torna preferenciais para pessoas idosas.

         Referências bibliográficas, tabelas e gráficos encontram-se no artigo original.

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